07 abril 2012

MULHERES BALZAQUIANAS

  
                         



 Diz o Aurélio:
Balzaquiana – 1. Mulher de 30 anos, ou mais ou menos essa idade.
[F. subst. de balzaquiano; alusão ao romanceA Mulher de Trinta Anos, de Balzac (v. balzaquiano).]



O que muita gente não sabe é o que está por trás do adjetivo que envolve a obra do escritor francês. Nela, Honoré de Balzac retrata os conflitos de Júlia d`Àiglemont, uma mulher mal casada, que tem consciência dos problemas que envolvem um matrimônio e que se vê esmagada pelos tabus da sociedade, principalmente quando se apaixona de verdade.

Elas são mais maduras, sensuais, menos tímidas, mais realistas e, principalmente, vividas.

 O escritor francês Honoré Balzac, que viveu no início do século XIX, foi o primeiro a falar da incompatibilidade de casais e trazer à tona a discussão sobre a idade feminina. Foi ele quem considerou as de 30, mulheres no ápice da sua vida sexual, que conhecem como ninguém a arte de seduzir e encantar, e têm muitas histórias para contar.

E como já dizia Balzac em seu livro: "Uma mulher de trinta anos tem atrativos irresistíveis para um rapaz... obedece a um sentimento consciente. Escolhe... dando-se. A mulher experiente parece dar mais do que ela mesma, ao passo que a jovem, ignorante e crédula, nada sabendo, nada pode comparar nem apreciar... Uma mulher... se esconde sob mil véus... Afaga todas as vaidades... Chegando a essa idade, a mulher sabe consolar em mil ocasiões em que a jovem só sabe gemer. Enfim, além de todas as vantagens de sua posição, a mulher de trinta anos pode se fazer jovem, desempenhar todos os papéis, ser pudica e até embelezar-se com a desgraça", finaliza. 

Esse assunto muito me intrigou neste momento de auto conhecimento, percebi que sou uma balzaquiana,que todas as mudanças da minha vida estão sendo implusionadas pelo amadurecimento que esta fase nos proporciona.

É um espetáculo saber que sou uma balzaquiana do século XXI, tenho liberdade, posso viver como quiser, não preciso estar presa a um casamento para satisfazer a sociedade e nem viver como ela quer, posso estudar, trabalhar, sair de casa tranquila sem me preocupar o que os vizinhos dirão, posso fazer amizades, viajar sozinha, enfim viver toda a plenitude da vida que não percebi ao 20 anos.

Sei nem tudo é um mar de rosas, a partir dos 35 anos começamos a sentir o lado menos agradável da mulher balzaquiana: diminuição dos hormônios, mudança de pele, quedas de cabelo, dificuldades em conceber um filho, a perda do frescor da juventude. Mas que importa! 
Se ainda temos a MELHOR IDADE nos esperando mais a frente? ( IDADE DA LOBA ).
MARAVILHOSA é a vida que nos proporciona várias fases, para que possamos evoluir.
Tatiana Sampaio




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