17 março 2014

Resenha do livro: A culpa das estrelas


A início lutei para lê-lo, sempre fugi dos modismos momentâneos, mas depois de muita insistência de uma aluna querida, me comprometi a ler...ela correu para sua pequena biblioteca e me emprestou o livro A culpa é das estrelas, poxa! Que livro! Nem sei como qualificá-lo, ele é envolvente, emocionante e acima de tudo profundo, aborda sobre o câncer de forma sutil e leve, sei bem o que é ter um familiar com câncer, meu filho caçula quando estava com 11 anos, quanto teve um osteoma ósseo, foi bem complicado para nós, mas graças a Deus, descobrimos no início e logo ele ficou bem. 
Mas vamos voltar a nossa resenha...


Sinopse: Hazel é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante – o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos -, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.

Em A culpa é das estrelas, a personagem principal e também narradora Hazel Grace tem câncer com metástase nos pulmões, mas graças a um milagre da medicina conseguiu ter sua vida estendida em alguns anos. Hazel é quase que obrigada por sua mãe a  frequentar um grupo de apoio a jovens com câncer. É lá que  conhece Augustus Waters, um garoto que há um ano e meio havia se livrado de um câncer que lhe custou uma perna. Ele seria o futuro grande e único amor de sua vida.
A paixão é inevitável entre eles, apesar da resistência de Hazel, juntos enfrentam vários dramas e dilemas que envolvem sempre o câncer, também compartilham o interesse pelo desfecho do livro predileto de Hanzel, embarcam em uma "caçada' ao final enigmático do mesmo.
Também temos a mãe de Hanzel, que vive em sua função, sempre solícita e pronta a cuidar do bem estar de sua filha, seu pai a ama muito e vive com medo de perder sua filha por causa de uma doença estúpida e tão agressiva.
O livro gira em torno de Hazel e Gus, mas temos outros personagens que compõe o enredo, falarei um pouco de cada um logo em seguida, acompanhem.

Hazel  tem 16 anos, olhos verdes, pele clara e cabelo curto. Ela é uma leitora voraz, adora o reality show America’s Next Top Model e seu livro favorito é Uma Aflição Imperial e considera o autor, Peter Von Houten, seu terceiro melhor amigo. A Hazel tem câncer de tireoide com metástase nos pulmões e é uma paciente terminal. Ela vive em Indianópolis, é inteligente, tem ideias afiadas e uma sensibilidade própria.

Augustus Waters tem 17 anos, alto, magro, de sorriso e andar cafajeste, é bonito e sabem bem disto. Gosta de música, livros e games, grande adepto das ressonâncias metafóricas e da direção segura, mas sempre que possível. Seu osteossarcoma está em remissão há um ano e não tem medo de ir atrás da felicidade, é amigo de Isaac.

Isaac é um magrelo de rosto comprido, com cabelos loiros e que tem um tipo inacreditavelmente improvável de câncer ocular. Por isso, um de seus olhos havia sido extraído quando ele era pequeno e, depois disso, começou a usar um par de óculos fundo de garrafa que fazia os olhos parecerem sobrenaturalmente grandes.

Peter van Houten é autor de um único livro e o preferido de Hazel, Uma aflição imperial. A obra acaba no meio de uma frase, provavelmente indicando que a protagonista Anna, que sofria de câncer, havia morrido em plena narrativa.  O sonho de Hazel para a ser encontrar o autor, que se mandou para a Holanda após terminar o livro inacabado, e exigir dele respostas sobre o que acontece com a mãe da Anna, o padrasto e o hamster.
Bem...o que posso falar sobre A culpa das estrelas...é um livro lindo, confesso, chorei ao lê-lo, não é um livro só para adolescentes, e sim, para pessoas sensíveis, fala de um tema delicado, sério, angustiante, mas de forma leve, incrivelmente romântico e com uma bela lição a nos ensinar sobre a vida. 
O que aprendi com este...foi que a vida é linda, intensa, bela, mas urgente, passa rápido e que devemos vivê-la intensamente, com muita paixão.


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